Agentes da PSP estão alerta para possível rapto de polícias por jihadistas

Os alertas começaram em Espanha e, entre outras recomendações, os polícias devem agora estar sempre acompanhados da arma, mesmo quando não estão em serviço.

O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) emitiu um alerta a ser difundido pelos agentes com recomendações e cuidados a ter para prevenir possíveis ataques de jihadistas a polícias, conta o Público. Estas recomendações começaram em Madrid, chegaram a Portugal pelos sindicatos de polícia espanhóis, e já circulam de boca em boca em Lisboa.

Os alertas começaram em Espanha, onde os agentes da polícia se advertiam entre si para tentar evitar um atentado terrorista contra um agente. O jornal espanhol El Confidencialfalava de um "perigo real de um sequestro a um membro do Corpo Nacional de Polícia ou a um Guarda Civil para, em seguida, gravar em vídeo a sua execução".

Ao Público, o presidente do Sinapol disse que "mais vale prevenir do que remediar e Espanha é mesmo aqui ao lado". Armando Ferreira contou ao jornal que o Sinapol começou a emitir recomendações aos polícias após ser notificado do risco pelos "colegas dos sindicatos de polícia em Espanha".

O alerta português é composto por três recomendações. Os agentes, mesmo quando não estão em serviço, devem andar sempre com a arma, não devem identificar-se como polícias quando não estão a trabalhar, e todos os elementos da força, mesmo os administrativos e os que estão atualmente impedidos de o fazer, "devem passar a estar acompanhados sempre pela arma de serviço", explicou Armando Ferreira.

Em Espanha, era recomendado especificamente aos polícias que não se identificassem no metro, em autocarros ou no ginásio, e que se certificassem de que não eram seguidos ao sair das esquadras.

O diretor do SEF, na sua tomada de posse, já afirmara que o nível de alerta em Portugal é "adequado", sendo que foram adotadas medidas concretas que "convém não revelar, porque a segurança também pressupõe algum sigilo".

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