Advogados dos pais rejeitam pressões sobre testemunhas

Um dos advogados da família da criança desaparecida de Lousada há 13 anos negou hoje qualquer tipo de pressão sobre as testemunhas.

"Não aceito, de forma alguma, que se esteja a pressionar quem quer que seja", afirmou Miguel Mendes, no final da sétima sessão de julgamento que hoje decorreu em Lousada. O jurista comentava o facto de algumas testemunhas terem dito em julgamento coisas nem sempre coincidentes com declarações feitas em fase de inquérito ou invocarem esquecimento, não confirmando o conteúdo de inquirições em fases anteriores do processo.

Na terça-feira, comentando a mesma situação, Paulo Gomes, advogado do arguido, disse "não acreditar só em coincidências". Hoje, Miguel Mendes, que acompanha Ricardo Sá Fernandes como representantes dos pais de Rui Pedro, disse que a acusação particular "não está com truques". "Os assistentes não pretendem manipular quem quer que seja. Os assistentes estão de consciência tranquila", insistiu Miguel Mendes.

Comentando o desconforto de uma testemunha quando, em sua casa, foi confrontado pelo pai de Rui Pedro para contar o que tinha visto em Lustosa, nomeadamente uma criança na companhia de uma prostituta, o advogado disse que a testemunha "prestou o depoimento de forma livre e serena". "É legítimo aos pais que fizessem todas as diligências que pudessem ajudar a esclarecer aquilo que aconteceu no 04 de março de 1998", observou Miguel Mendes.

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