Advogado espera que arguido ajude a localizar Rui Pedro

O advogado da família da criança de Lousada que desapareceu no dia 4 de Março de 1998 espera que o único arguido no julgamento, que começa na quinta-feira, ajude a localizar o Rui Pedro.

"Quem tem a chave desse assunto é o Afonso", disse à Lusa Ricardo Sá Fernandes, referindo-se Afonso Dias, o homem de 35 anos que está acusado do crime de rapto qualificado de Rui Pedro, a criança desparecida há 13 anos.

O advogado disse não saber se o arguido vai falar em audiência de julgamento, mas adiantou que ao longo do processo tem feito "sucessivos apelos para que ele [arguido] ajude os pais a saber o que aconteceu ao filho".

"O que os pais esperam é que ele ajude a localizar o Rui Pedro e a perceber o que aconteceu naquele dia terrível", insistiu Ricardo Sá Fernandes.

O julgamento de Afonso Dias foi decidido em junho depois de o juiz de instrução criminal, no âmbito do debate instrutório, ter concluído haver "indícios e sinais objetivos" da prática de um crime de rapto qualificado.

No entanto, a defesa de Afonso Dias tem uma opinião diferente sobre o processo, e está convicta que, durante a audiência, "vai ser possível demonstrar que o arguido é inocente".

O advogado Paulo Gomes reafirmou que este processo nem devia ter chegado à fase de julgamento, discordando da decisão instrutória. Para o jurista, as provas que sustentam a acusação não são sequer suficientes para justificar que "o processo chegasse a uma fase tão avançada".

"Já que assim foi, é a forma de, uma vez por todas, ficar demonstrado que ele não tem qualquer culpa no trágico desaparecimento do Rui Pedro", afirmou à Lusa.

Questionado sobre se o arguido vai falar em audiência, o causídico lembrou que Afonso Dias já falou noutras fases do processo, mas não se decidiu ainda se o vai fazer no julgamento.

"Estão todas as hipóteses em aberto. Não há nenhuma decisão se falará no início, no fim ou não falará", disse.

O advogado prevê um julgamento com muitas sessões, mas mostrou-se satisfeito por o tribunal ter optado por datas muito próximas.

"Está assegurada pelo tribunal a continuidade do julgamento e da produção da prova", anotou.

Na agenda deste julgamento constam, para já, nove sessões, a primeira das quais na quinta-feira e a última no dia 14 de Dezembro.

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