Adesão de 100% à greve das cantinas de Torres Novas

O Sindicato que representa os trabalhadores da concessionária do serviço de refeições escolares ao município de Torres Novas disse hoje que se regista 100% de adesão à greve que reclama melhores condições de trabalho e salários sem atrasos.

"A greve é de 100%", disse à agência Lusa António Barbosa, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, tendo acrescentado que os refeitórios "vão estar encerrados durante todo o dia" de hoje.

António Barbosa confirmou que as aulas estão a decorrer em Torres Novas, apesar da greve nas cantinas, tendo criticado a autarquia "por se substituir aos trabalhadores em greve".

"As escolas estão a funcionar e a Câmara vai distribuir sandes e sopas aos alunos. Não achamos bem que a autarquia se substitua à greve dos trabalhadores", sublinhou Barbosa.

"As cantinas estão encerradas e amanhã [quarta-feira] as funcionárias regressam ao trabalho, esperando encontrar mantimentos e géneros alimentícios para poderem confecionar as refeições para os estudantes, o que não tem sucedido", assegurou.

O dirigente sindical, que representa as 62 funcionárias da Nobrecer, disse ainda que, além das "dificuldades diárias geradas pelo não fornecimento de alguns géneros alimentares", a empresa "só no primeiro mês pagou a tempo e horas".

"As funcionárias receberam hoje o salário, o que por si só é já uma vitória", regozijou-se. No mês passado receberam no dia 17 de fevereiro", fez ainda notar.

A empresa, que serve mais de 2000 refeições diárias nos dois agrupamentos de escolas do concelho, anunciou à Lusa na segunda- feira, ao final do dia, a regularização dos salários dos funcionários das cantinas escolares de Torres Novas, imputando as razões do atraso à Câmara Municipal.

Contactado o presidente do município, Pedro Ferreira disse que "nada deve" à empresa. O presidente de Câmara de Torres Novas disse que a autarquia iria "assegurar o fornecimento de uma refeição alternativa para os alunos", através do apoio da Rede Social do concelho e de entidades privadas.

"Esperamos que as coisas entrem nos eixos e que a empresa pague, doravante, os salários a tempo e horas, e não quando muito bem entende, e que regularize a situação com os fornecedores, porque sem bens alimentares não se consegue confecionar as refeições", defendeu o dirigente sindical.

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