Acusação "provavelmente não pôde demorar menos tempo"

O procurador-geral da República afirmou hoje desconhecer os motivos pelos quais o Ministério Público demorou treze anos a acusar de rapto o principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro, mas sugeriu que não poderia ter demorado menos.

Questionado pelos jornalistas à margem da cerimónia de entrega de diplomas aos novos magistrados do Ministério Público sobre se demorou demasiado tempo a acusar de rapto o principal suspeito, Pinto Monteiro afirmou que "provavelmente não pôde demorar menos tempo".

"Não posso acompanhar 550 mil processos, especialmente um que começou nove anos antes de eu ser procurador-geral", afirmou, frisando que em relação ao tempo que levou, "os investigadores, melhor do que ninguém, poderão dizer".

Pinto Monteiro acrescentou que "sempre que um processo termina o procurador-geral congratula-se", mas frisou que "a Procuradoria não tem qualquer comentário a fazer" em relação a este caso em concreto.

A acusação de crime de rapto foi deduzida a 11 de Fevereiro, mas só no passado sábado é que o principal suspeito - Afonso Dias - foi notificado.

Segundo o advogado da família, Ricardo Sá Fernandes, para esta acusação contribuiu o trabalho de uma nova equipa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que "conseguiu reconstruir o que se passou nas 24 horas consequentes ao desaparecimento de Rui Pedro". Para tal foram levados em conta depoimentos e feitas reconstituições que permitiram reconstruir "aquelas horas fundamentais" e que, para o causídico, "estiveram na origem do desaparecimento".

Rui Pedro foi visto pela última vez a 4 de Março de 1998, em Lousada, quando tinha onze anos.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG