Acusação: "Não temos nada a opor à inquirição de quem quer que seja"

O advogado da família de Rui Pedro não levanta qualquer objecção em aceitar o depoimento da magistrada do Ministério Público que participou no processo no período subsequente ao desaparecimento do rapaz visto pela última vez há já treze anos.

"Não temos nada a opor à inquirição de quem quer que seja", disse Ricardo Sá Fernandes, à saída da primeira sessão do julgamento em que o único arguido, Afonso Dias, se recusou a prestar declarações ao tribunal.

"É um direito do arguido que nós temos que respeitar", disse à imprensa o representante da família de Rui Pedro, referindo-se ao silêncio a que se remeteu o único arguido do processo.

"Temos que fazer a prova da acusação no quadro da legalidade que temos", continuou Ricardo Sá Fernandes, "e dentro desse quadro o arguido tem direitos que temos que respeitar."

Afonso Dias é o único suspeito no caso do desaparecimento do Rui Pedro e é apontado por mais de 60 testemunhos como tendo sido o último a ver o rapaz, então com onze anos.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Afonso Dias terá aliciado o jovem para um encontro com uma prostituta, na freguesia de Lustosa, em Lousada, após o qual nunca mais foi visto.

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