ACP defende fiscalização ao ensino da condução

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) defendeu hoje que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) tem que realizar fiscalizações às escolas de condução para se avaliar a qualidade do ensino.

"Tem que haver uma fiscalização às escolas de condução para se perceber o que ensinam e quantos alunos têm", disse à agência Lusa o presidente do ACP, Carlos Barbosa, a propósito do novo regime jurídico do ensino da condução, hoje debatido na generalidade no parlamento.

Carlos Barbosa manifestou-se "completamente de acordo" com as alterações, mas defendeu a realização de inspeções junto das escolas de condução, uma vez que muitos dos alunos realizam os exames práticos sem saber guiar.

"Tem que haver uma fiscalização rigorosíssima às escolas de condução. É impossível tirar uma carta de condução por 300 euros. Isto não existe. É dumping. As pessoas não vão preparadas para os exames, não dão as aulas que deviam dar, não apreendem o que deviam apreender", sustentou.

Carlos Barbosa sublinhou que o IMT apenas faz vistorias às escolas de condução apenas à parte burocrática e documental, devendo fazer "uma inspeção rigorosíssima ao que se está ensinar e como se está ensinar".

O presidente do ACP acrescentou que "todas as escolas de condução que não tiverem condições para ensinar corretamente os alunos devem imediatamente ser encerradas".

O novo regime jurídico do ensino da condução prevê, entre outras mudanças, um aumento do tempo efetivo das lições de condução e introduz a figura da condução acompanhada por tutor, com o objetivo de proporcionar mais experiência de condução em situações de trânsito diversificadas.

Segundo a proposta do Governo, este tutor tem de ter um seguro, um registo de multas quase limpo, carta há mais de 10 anos e passar por aulas de segurança rodoviária.

Carlos Barbosa referiu que a figura do tutor existe em vários países da Europa, sendo uma forma de ajudar o aluno a preparar-se melhor para o exame de condução.

"Concordo completamente com as alterações porque é necessário de uma vez por todas mudar o ensino da condução em Portugal, porque as pessoas não sabem guiar", disse.

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