César diz que Ferreira Leite abusou do poder

Líder do PS/Açores estabeleceu paralelo com saída do ex-ministro da Economia Manuel Pinho e acusou o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, de usar "verbalismo anglófono".

No plenário da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Carlos César ironizou com a recente deslocação da líder nacional do PSD à Madeira. O presidente do PS/A criticou que Manuela Ferreira Leite tenha recebido boleia de uma viatura oficial quando fazia campanha pelo PSD na Madeira, como ainda não reagiu ao insulto dito em inglês por Alberto João Jardim, quando confrontado perante a situação pelos jornalistas. Por causa disso, César disse que Ferreira Leite "abusou do poder" e fez uma "figura triste", estabelecendo o paralelo com o gesto feito pelo ex-ministro da Economia em São Bento, que valeu a Manuel Pinho a saída do governo. Da líder social democrata disse então que "estranhamente, quando promove, de modo sistemático, o assassínio de carácter de vários políticos do nosso país, quando se mostrou revoltada e até chocada pelo facto do ministro da Economia ter feito um 'diabinho', agora, perante o verbalismo anglófono do senhor conselheiro de Estado Alberto João Jardim, não se sentiu corada, nem asfixiada".

Carlos César negou as afirmações de Manuela Ferreira Leite no sentido de existir "asfixia democrática no país" e respondeu que, na realidade, o que está a acontecer é haver "cada vez menos oxigénio no PSD neste combate eleitoral". O líder dos socialistas açorianos foi ainda mais longe e citou o que disse há anos o antigo presidente do Governo regional dos Açores, Mota Amaral, para descrever Ferreira Leite: "ela é tão autonomista hoje como não o era no passado, quando foi ministra das Finanças" e integrou o governo de Cavaco Silva. Também ontem o vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco comentou o assunto e disse  à  Lusa, no Porto, que "não houve utilização para fins partidários de qualquer viatura do Estado" na visita de Manuela Ferreira Leite à Madeira. "Essa questão já foi explicada. Do que conheço, não houve utilizações para efeitos partidários de qualquer viatura do Estado" disse.

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