Agentes da PSP querem subsídio de insularidade

Meia centena de agentes da PSP da Divisão de Angra do Heroísmo, do Comando Regional dos Açores, reclamou hoje nesta cidade da Terceira a atribuição do "suplemento/subsídio de insularidade".

Os agentes policiais, reunidos em plenário, reivindicaram também a "regra relativa ao serviço de assistência na saúde (SAD), que atenda à especificidade dos Açores, para garantir o acesso aos cuidados de saúde em igualdade com os demais a nível nacional". A moção aprovada no final dos trabalhos, promovidos pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), exige que "seja dado acesso a todas as formações/cursos ministrados pela PSP a nível nacional em igualdade de oportunidade com os colegas do continente". O documento, que foi entregue no gabinete do Representante da República para os Açores, alerta ainda para a falta de efectivos, que considera ser "um problema grave" no comando policial açoriano.

O presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, frisou que se "vivem momentos de indefinição, não se sabendo o que vai suceder amanhã e nem se os vencimentos e suplementos vão ser assegurados" em Abril. "Esta indefinição causa um impacto negativo que se reflecte no trabalho que se desenvolve junto da sociedade", salientou Paulo Rodrigues, em declarações aos jornalistas, apelando à "participação e mobilização" dos agentes policiais nas iniciativas que decorram "dentro dos limites da lei". Paulo Rodrigues recusou ser "alarmista", frisando ser "necessário que as pessoas tenham noção clara de que, se o governo continuar com esta postura de decisões erradas, não prejudica só os profissionais da polícia, mas toda a instituição, o que se reflete na qualidade do serviço".

A Lusa tentou contactar o porta-voz da Direcção-Nacional da PSP para obter um comentário sobre as declarações do presidente da ASPP/PSP, mas tal não foi possível.

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