Acordo formalizado: embaixador do Iraque pagou 52 mil euros a Rúben Cavaco

O acordo extra-judicial que fora anunciado na passada sexta-feira foi hoje completado

A formalização do acordo extra-judicial entre o embaixador do Iraque em Portugal e a família de Ruben Cavaco, o jovem agredido em Ponte de Sor, foi formalizado esta segunda-feira e assim realizado o pagamento do valor acordado entre as partes.

Segundo disse à Lusa fonte próxima do processo, o embaixador Saad Mohammed Ali deu ordem de transferência de 40 mil euros para a conta da vítima, que se somam aos 12 mil já pagos relativos a despesas hospitalares.

O total acordado entre as partes é assim de 52 mil euros.

O acordo inclui ainda a renúncia de apresentar queixa ou pedir futuras indemnizações tanto aos irmãos Haider e Rhida como a Rúben Cavaco, uma vez que os irmãos iraquianos também alegam terem sido agredidos.

Este acordo não tem qualquer influência sobre o processo que corre pelo Ministério Público, uma vez que o crime em causa é público, não precisando de queixa para ser investigado.

"O Ministério Público não se pronuncia sobre acordos extrajudiciais. O inquérito corre os seus termos, estando em curso a apreciação da documentação recebida do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a 06 de janeiro", explica a PGR, numa resposta escrita.

A família do jovem agredido em Ponte de Sor, distrito de Portalegre, e o embaixador do Iraque em Lisboa, chegaram na sexta-feira a um acordo extrajudicial no caso que envolve os filhos gémeos do diplomata iraquiano, disse anteriormente o advogado da família da vítima, acrescentando que, com este desfecho, "o caso fica encerrado" para a família do jovem Rúben Cavaco.

"A vítima considera-se reparada do ponto de vista indemnizatório e moral", afirmou na altura Santana Maia Leonardo à Lusa, sem, contudo, revelar o valor pago ao abrigo deste acordo extrajudicial assinado por ambas as partes.

Para que os dois suspeitos sejam interrogados como arguidos pela justiça portuguesa, o Iraque tem de levantar a sua imunidade diplomática, o que até agora não aconteceu.

Questionado pela Lusa sobre este acordo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, referiu que o Governo vai ter em conta o acordo extrajudicial entre a família do jovem agredido em Ponte de Sor e o embaixador iraquiano quando decidir sobre este processo. Com Lusa

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