A vida suspensa do militar que matou criança a tiro

Hugo Ernano sabe hoje se a Relação confirma pena de nove anos a que foi condenado por ter acertado num menor em perseguição

Seis anos com a carreira congelada, pendente de um processo judicial. Apoiado por milhares de pessoas nas redes sociais, criticado por outros tantos, o militar Hugo Ernano, 35 anos, tem hoje de novo a espada da justiça sobre a cabeça. A Relação de Lisboa vai pronunciar-se à tarde sobre o recurso que o guarda apresentou da pena de nove anos de prisão a que foi condenado por ter morto a tiro um menor de etnia cigana, em 11 de agosto de 2008.

A morte aconteceu numa perseguição à carrinha carregada com ferro furtado, conduzida pelo pai do menor, que era na altura um preso foragido da cadeia de Alcoentre, e onde também seguia o tio paterno do rapaz.

Na consciência do guarda, a morte do menor "foi acidental, houve um desvio da trajetória da bala, que era para o pneu". Para o coletivo de Loures foi homicídio com dolo eventual.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG