A caminho do 'bebé sete mil milhões' em 2011

Mais de seis milhões de pessoas. Podia ser a população de um pequeno país, mas é o número de recenseadores que o governo chinês enviou para as ruas em Novembro passado para contar as pessoas em mais de 400 milhões de lares. Os resultados deverão ser conhecidos em Abril, e então se saberá se as estimativas que apontam para um país com 1,3 mil milhões de chineses estão correctas. E para conseguir contar toda a gente, as autoridades até prometeram não penalizar as famílias que tiveram mais do que um filho durante o tempo de vigência da regra um filho por família.

A segunda nação mais populosa do mundo, a Índia, vai fazer este ano o recenseamento da população: 2,5 milhões de recenseadores começam as entrevistas em Abril, numa operação que deve prolongar-se até Julho. Segundo as estimativas, a Índia tem 1,1 mil milhões de pessoas.

A terceira, os Estados Unidos, fez o recenseamento no ano passado, e já se conhecem os resultados preliminares: o país entra na segunda década do século xxi com 310,5 milhões de habitantes. Para chegar a esta conclusão foram necessários 700 mil recenseadores em campo durante meses e cerca de 14 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros). Mas a operação não decorreu sem incidentes: houve políticos que anunciaram publicamente que não responderiam a todas as questões, por as considerarem demasiado intrusivas; houve casos de recenseadores recebidos com tiros. No entanto, o recenseamento é obrigatório segundo a constituição norte-americana. Para melhorar a eficácia, no ano passado o Governo apostou em questionários bilingues, em inglês e espanhol, para 13 milhões de lares e questionários de segunda oportunidade. Isto porque no Censo anterior as autoridades estimam que se tenham falhado 6,4 milhões de pessoas e contado duas vezes outros 3, 1 milhões.

Outra informação que estes três censos podem ajudar a esclarecer é quando é que a população da terra vai atingir os sete mil milhões - atingiu os seis mil milhões em 1999. Segundo as projecções da ONU, o "bebé 7 000 000 000" deverá nascer perto do final do ano. Já segundo o serviço de Censos norte-americano, o "bebé 7 000 000 000" só deverá nascer em meados do próximo ano, talvez em Julho.

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