7 milhões de euros para repor areia nas praias da Caparica

O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, assegurou hoje um investimento imediato de sete milhões de euros para trabalhos de reposição de areia nas praias de São João e da Costa da Caparica (Almada).

"No caso da alimentação artificial das praias da Costa da Caparica e de São João, com um milhão de metros cúbicos de areia, trata-se de um investimento de sete milhões de euros, que terá de ser concretizado a tempo do verão", disse.

Jorge Moreira da Silva, que falava com o presidente da Câmara de Almada na presença dos jornalistas, durante uma visita à praia de São João da Caparica, reconheceu tratar-se de um "investimento fundamental para a proteção de pessoas e bens, para a valorização da atividade turística e para a criação de emprego".

Durante a visita a uma das praias mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dois meses, o ministro do Ambiente defendeu que é necessário reavaliar estratégias para uma intervenção mais eficaz na defesa de pessoas e bens nos pontos mais vulneráveis da costa portuguesa, mas admitiu que, neste momento, já não era possível esperar mais tempo para se proceder à alimentação artificial das praias.

"A Costa da Caparica é um caso evidente da necessidade de avaliar aquilo que deve ser feito à luz de novos riscos, mas não podemos deixar de fazer a alimentação das praias para reavaliarmos a estratégia, temos de fazer as duas coisas ao mesmo tempo", disse.

Jorge Moreira da Silva assegurou também que não vão faltar meios financeiros para se avançar rapidamente com outras intervenções necessárias para minimizar os prejuízos provocados pelo avanço do mar.

"Estamos obrigados - e a última intempérie reforça essa necessidade - a encontrar mecanismos, no âmbito da CostaPolis [programa de regeneração urbana e valorização ambiental] e dos recursos que ainda tem, para acorrermos aos estragos que ocorreram no paredão, nos apoios de praia, no parque de estacionamento", disse.

Segundo o ministro do Ambiente, algumas destas intervenções, que terão de estar concluídas até ao verão, já estavam previstas no âmbito do Plano de Ação do Litoral.

Este Plano de Ação do Litoral, que prevê intervenções em mais de 300 pontos vulneráveis da costa portuguesa, deverá custar mais de 300 milhões de euros, financiados por verbas comunitárias mas também pelo Orçamento de Estado.

"Praticamente toda a nossa costa tem fortes vulnerabilidades, sendo certo que alguns desses pontos estão numa situação mais exigente", disse Jorge Moreira da Silva lembrando que "25% da costa portuguesa já está sob risco sério de erosão e 67% está sob risco de perda de alguma parte do território".

"A mudança climática não é nem ficção científica nem realidade distante. Infelizmente, em relação a Portugal, é uma realidade muito próxima e será cada vez mais frequente", concluiu o ministro.

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