34% das consultas transferidas para centros de saúde

Um terço das consultas (34%) realizadas nos hospitais podem ser transferidas para os centros de saúde, bem como quase metade (45%) das urgências. Caso haja esta transferência, é possível obter poupanças de 372 millhões de euros, segundo dados do estudo "Transferência de Cuidados de Saúde Prestados em Meio Hospitalar para as Redes de Cuidados Primários e Continuados", que será apresentado amanhã. O secretário de Estado Leal da Costa estará presente na sessão.

O estudo realizado por Miguel Gouveia, da Universidade Católica, e Margarida Borges, do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina de Lisboa, confirma a possibilidade avançada em estudos anteriores sobre a reforma hospitalar, como o coordenado por Mendes Ribeiro, onde se propunha que muitos cuidados fossem transferidos para os cuidados de saúde primários, permitindo poupanças avultadas para o SNS.

Desta forma, milhões de consultas e urgências podiam ter resposta nos centros de saúde, mediante um eventual reforço da resposta neste nível de cuidados.

Se não forem incluídas as despesas com medicamentos, estes episódios já permitiam poupar 148 milhões de euros e, "numa ótica a longo prazo, com ajustamentos de capacidade e alterações nos custos fixos, as poupanças máximas seriam ainda maiores - cerca de 372 milhões de euros", segundo a nota de imprensa enviada às redações.

Destaque último para os casos sociais. Só em 2010 e 2011 foram adiadas altas por casos sociais em 144 103 dias, o que representa uma despesa de 12,3 milhões de euros. A estes valores soma-se o das transferências para os cuidados continuados. Por atrasos na resposta, há 566 mil dias a mais em internamentos hospitalares, que podiam ser evitados e que custam 46,2 milhões de euros anuais.

O estudo é do conhecimento do Minsitério da Saúde, e a sua apresentação contará com a presença do secretário de Estado da Saúde Leal da Costa no encerramento da sessão.

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