19 anos de prisão para homem que matou a sogra

O tribunal de Mirandela condenou esta segunda-feira a 19 anos de prisão um homem acusado de ter matado a sogra, professora aposentada, e absolveu a filha da vítima e uma amiga do casal, também arguidas no processo.

Agostinho de Jesus Pinto de Sousa, o juiz que leu a sentença disse que "embora o tribunal esteja convencido de que a filha da vítima e amiga também participaram no crime, não existem provas que as possam condenar".

O tribunal compreendeu que foi o homem, de 68 anos, que decidiu matar a sogra e "engendrou o plano para lhe tirar a vida", pelo que foi condenado a 19 anos de prisão, pelos crimes de homicídio qualificado, de profanação de cadáver e a detenção de arma proibida relativo ao produto tóxico que terá sido usado para matar a vítima.

Maria Madalena, com 72 anos, desapareceu a 13 de novembro de 2010 de Mirandela (Bragança) onde morava, e o corpo foi encontrado por pescadores, quase quinze dias depois, a boiar na barragem de Bagaúste, no rio Douro, Vila Real.

A filha, o genro e uma amiga do casal foram constituídos arguidos quase três anos depois do crime e acusados de terem raptado a vítima, de a "asfixiarem ou intoxicarem" e de se terem desfeito do corpo atirando-o ao rio Douro, com uma pedra de 30 quilogramas.

Os arguidos esperaram em liberdade pelo desenrolar do processo mediante o pagamento de uma caução no valor de 275 mil euros.

O homem que esta segunda-feira foi condenado vai continuar a aguardar em liberdade, a não ser que o Ministério Público (MP) requeira a alteração.

Várias pessoas que assistiram à leitura do acórdão, nomeadamente da aldeia de onde era natural a vítima, reagiram com insultos aos arguidos, já fora da sala de audiências.

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