Agentes da PSP formalmente acusados de tratamentos cruéis e desumanos

Investigação sem precedentes concluiu que seis jovens negros foram vítimas de racismo e que os polícias mentiram, conforme avançou hoje o Diário de Notícias

Dezoito agentes da PSP foram formalmente acusados pelo Ministério Público (MP) de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, num caso que remonta a 2015 e envolveu agressões a jovens da Cova da Moura (Amadora). O Diário de Notícias divulgou hoje este caso, dando conta de que uma Investigação sem precedentes concluiu que seis jovens negros foram vítimas de racismo e que os polícias mentiram e que, por isso, iriam ser acusados.

De acordo com a informação entretanto disponibilizada no 'site' da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, os 18 agentes da PSP estão acusados dos crimes de falsificação de documento agravado, denúncia caluniosa, injúria agravada, ofensa à integridade física qualificada, falsidade de testemunho, tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos e sequestro agravado.

Segundo a acusação do MP, os agentes da PSP, em fevereiro de 2015, "fizeram constar de documentos factos que não correspondiam à verdade, praticaram atos e proferiram expressões que ofenderam o corpo e a honra dos ofendidos, prestaram declarações que igualmente não correspondiam à verdade e privaram-nos da liberdade".

Os arguidos encontram-se sujeitos a termo de identidade e residência.

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