1,7 milhões de pessoas não têm médico de família

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou hoje que existem cerca de 1,7 milhões de pessoas sem médico de família em Portugal.

O governante adiantou ainda que o pagamento de taxas moderadoras não será diferenciado em função dos rendimentos dos utentes. "A nossa proposta é para a isenção [que será determinada em função dos rendimentos] e não para pagamento diferenciado conforme os rendimentos. Mas esta proposta ainda não foi a Conselho de Ministros", disse. Paulo Macedo falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde revelou os resultados de um levantamento feito pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS), que apontavam para a existência de um milhão e setecentas e trinta e duas mil pessoas sem médico de família.

Na sua intervenção, Paulo Macedo comprometeu-se a conseguir que todos os utentes tenham médico de família durante a sua governação. Contudo, esclareceu que estes são números que precisam ainda de ser expurgados, pois incluem situações como utentes que já morreram ou outros inscritos em mais do que um centro de saúde. No final da audição, em declarações aos jornalistas, esclareceu: "Este é um levantamento feito pelas ARS, mas há outros números, o que deriva de não haver informação totalmente confirmada e cruzada".

Questionado sobre como pretendia resolver o problema e atribuir a cada utente um médico de família, Paulo Macedo respondeu que vai continuar a desenvolver iniciativas, nomeadamente nas Unidades de Saúde Familiar (USF), e "ver de que forma programada" se pode melhorar estes indicadores. Relativamente às USF, afirmou perante os deputados haver o compromisso de aumentar o seu número, considerando tratar-se de uma medida positiva que deve ser alargada, mas também avaliada.

"Há o compromisso de aumentar as USF. Achamos que foi uma boa iniciativa, designadamente o Modelo B, e devemos continuar, mas queremos fazer uma avaliação. Os indicadores que temos é que são positivas, mas para continuarmos queremos testar. Achamos que as do tipo C são interessantes, mas vamo-nos focar na B. É esta a prioridade", declarou. A mesma intenção não se aplica às extensões de saúde, já que o ministro prevê o encerramento de mais de uma centena, seguindo as recomendações das ARS. O ministro deixou ainda uma nota de preocupação relativamente às Redes de Cuidados Continuados, já que grande parte das verbas advêm do jogo, mas a par do aumento das necessidades estão a diminuir as receitas do jogo.

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