17 horas de vigília em defesa da escola pública

Cidadãos mobilizados pela rede social Facebook iniciaram às 19:00 de hoje vigílias de 17 horas nas capitais de distrito em defesa da escola pública, disseram mentores da iniciativa.

Na Praça da República, do Porto, a agência Lusa constatou que a vigília começou com uma centena de pessoas, mas uma das promotoras, Maria João Serpa, disse esperar uma adesão crescente, à medida que o tempo for passando.

Instada a pormenorizar as expetativas, afirmou esperar que a praça "fique cheia", sem deixar de sublinhar que é "impossível" determinar com alguma certeza o grau de adesão a uma iniciativa publicitada nas redes sociais.

João Paulo Silva, outro organizador da vigília, enumerou algumas medidas do atual Governo que considera estarem a prejudicar "não só os professores, mas também os alunos".

"Decidimos convocar isto para dizer que a escola pública está no mau caminho. Isto não é uma questão de professores, é uma questão da escola pública", defendeu.

João Paulo Silva criticou a constituição de mega-agrupamentos, "quase impossíveis de gerir", e o fim de disciplinas como Educação Cívica e Estudo Acompanhado, "que eram importantes para os alunos com mais dificuldades".

A ideia da vigília nasceu "num pequeno grupo de cidadãos", na sequência da manifestação de professores realizada na semana passada, em Lisboa, explicou o promotor, que assumiu uma ligação a um sindicato, mas disse não estar ali nessa qualidade.

Os aderentes à vigília do Porto, alguns ostentando na lapela autocolantes com os dizeres "Luto pela Educação", estão a ser convidados a subscrever um abaixo-assinado que, no essencial, reitera os pontos de vista dos mentores.

Isabel Machado, uma das participantes, afirmou ter chegado a "altura de os professores se manifestarem e virem para a rua", considerando que as medidas que vão chegando recorrentemente às escolas "não estabilizam" o ensino.

Já para Júlia Lima, as medidas como a constituição de mega-agrupamentos "transformam as escolas em autênticos infernos" e os professores em "matéria a descartar".

No caso de Albino Raeiro, a sua expetativa é que esta iniciativa alerte a opinião pública para "um dos maiores despedimentos coletivos que atinge a classe profissional" dos professores, "sem que o Governo o admita".

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