MAI diz que pedidos para que assuma responsabilidades políticas são "conversa oca"

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, classificou como "conversa oca" os pedidos da oposição para que se demita, sublinhando que defende "a ética da responsabilidade" mas nunca defenderá "a responsabilidade sem ética".

Depois de ter ouvido toda a oposição a pedir a sua demissão e a desafiá-lo a assumir a responsabilidade política pelos problemas registados nas eleições presidenciais envolvendo o cartão do cidadão, Rui Pereira rejeitou tais apelos. "Defendo a ética da responsabilidade, nunca defenderei a responsabilidade sem ética", afirmou, classificando mais tarde como "conversa oca" os pedidos para que assuma a responsabilidade política dos problemas verificados a 23 de Janeiro. Reiterando que considera que a ausência de notificação às pessoas que alteraram a situação eleitoral foi "uma falha inadmissível", o ministro da Administração Interna desresponsabilizou a sua secretária de Estado Dalila Araújo.

Segundo lembrou, existe um despacho da secretária de Estado da Administração Interna onde Dalila Araújo diz que a notificação é "absolutamente necessária". "A senhora secretária de Estado não teve responsabilidade no ato de incumprimento", salientou. Dirigindo-se diretamente aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Rui Pereira recusou ainda que as críticas que deixaram ao relatório da Universidade do Minho. "Não se pode fazer crítica política a um relatório universitário", frisou.

Já depois da secretária de Estado Dalila Araújo ter garantido que só no dia das eleições soube que não tinham sido enviadas as notificações aos eleitores apesar das ordens dadas ao diretor-geral da Administração Interna, Rui Pereira foi ainda questionado pelos deputados da oposição sobre as razões que o levaram a deslocar-se ao Parlamento a seguir às eleições acompanhado por esse mesmo director-geral. "Sempre disse que não iria fazer nada de precipitado", justificou o ministro, lembrando que mesmo depois do diretor-geral, Paulo Machado, ter apresentado a sua demissão do cargo, sempre afirmou que só tomaria uma decisão sobre esse mesmo pedido depois de conhecer o relatório solicitado à Universidade do Minho.

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