Inquérito à violência de há dois anos ainda por concluir

Está a decorrer uma investigação a suspeitas de racismo e tortura da esquadra da PSP contra jovens da Cova da Moura

No passado dia cinco de fevereiro assinalaram-se dois anos do caso de violência policial, numa esquadra da PSP, contra jovens negros residentes da Cova da Moura. Está a decorrer ainda uma investigação aos indícios de racismo e tortura por parte dos polícias, cuja conclusão é aguardada com ansiedade pelas vítimas. Uma delas falou ao DN, no passado dia cinco, e deixou implícita a sua descrença com o sistema judicial. Flávio Almada, um dos fundadores da Plataforma Gueto, doutorando, rapper, e um doa mais conhecidos ativistas do bairro, foi brutalmente espancado na esquadra, ao ponto de quase ter sido morto, quando ali se dirigiu para saber informações de um outro jovem que tinha sido detido. Quando questionado sobre o qual a primeira coisa que recorda desse dia responde assim: "A primeira coisa que me vem na cabeça é negação da humanidade aos africanos. Para aqueles agentes fardados nós não éramos pessoas". Na sua perceção "para a polícia portuguesa o africano e criminoso são sinónimos que podem ser torturados e humilhados e os agentes perpetradores saem impunes". É sobre esta "tensão" entre os residentes e a polícia que os relatórios do SIS também se debruçam e se preocupam. Não há, sublinhe-se, nos relatórios das secretas, quaisquer referências a pessoas em concreto destes bairros.

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