BE considera "descrédito total" para Governo que linha de alta velocidade pare no Poceirão

O BE considerou hoje que a eventual decisão do Governo de suspender o concurso para o segundo troço do TGV significa "o descrédito total", sublinhando não fazer sentido ter uma linha de velocidade que não chegue a Lisboa.

"A confirmar-se esta decisão, do nosso ponto de vista é o descrédito total para o Governo, houve um debate muito aceso no nosso país sobre o TGV, sempre houve argumentos pró e contra", agora não se encontra um único argumento a favor de que o TGV pare no Poceirão", afirmou a deputada do BE Helena Pinto, em declarações à Lusa. O Diário Económico escreve hoje que o Governo decidiu não avançar com o segundo concurso para a construção do troço do comboio de alta velocidade (TGV) entre Lisboa e o Poceirão. Para a deputada do BE, "não tem sentido ter uma linha de alta velocidade que não vai chegar a Lisboa".

Helena Pinto lembra que o BE "sempre defendeu a necessidade de ligação de Portugal da alta velocidade com a Europa para o transporte de passageiros mas também para o transporte de mercadorias". "Agora temos uma situação em que o TGV para e fica no Poceirão, do nosso ponto de vista é o completo descrédito do Governo nesta matéria", disse. Por outro lado, a deputada bloquista sublinhou que, mesmo na difícil situação financeira em que o país se encontra, o Governo não pode deixar cair todo o investimento público, como forma de "alavanca para relançar a economia".

"Se é verdade o que o Governo sempre disse, as verbas para este troço do TGV viriam da União Europeia ou do Banco Europeu de Investimento, provavelmente até estamos a perder essas verbas e se calhar a desperdiçar todo o dinheiro que já foi investido no troço inicial entre a fronteira e o Poceirão", alertou.

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