Zorrinho lamenta faltas dos deputados na comissão do BPN

O líder parlamentar do PS lamentou hoje que a deputada socialista Ana Catarina Mendes tenha sido deixada sozinha, na terça-feira, durante cerca de dez horas, na comissão parlamentar de inquérito sobre o Banco Português de Negócios (BPN).

Fontes socialistas disseram à agência Lusa que esta crítica de Carlos Zorrinho sobre o que se passou na reunião da comissão de inquérito de terça-feira foi feita na reunião da bancada do PS, tendo sido depois acompanhada pelo deputado Vitalino Canas, que assume precisamente as funções de presidente da comissão parlamentar de inquérito sobre a nacionalização e reprivatização do BPN.

Vitalino Canas, tal como Ana Catarina Mendes, esteve presente na reunião de terça-feira, mas por ser presidente da comissão, por princípio, compete-lhe dirigir os trabalhos com imparcialidade e, em consequência, não pode assumir as posições da bancada socialista em matérias sobre a gestão do BPN.

Na terça-feira, a comissão de inquérito ouviu entre as 10:00 e as 22:00 horas o ex-administrador do BPN Norberto Rosa e o ex-presidente deste banco Francisco Bandeira - audições em que esteve em análise a gestão do banco nacionalizado durante os governos socialistas.

Ao longo dessas dez horas, Ana Catarina Mendes não teve a companhia de mais nenhum dos restantes deputados socialistas, apesar de serem ainda membros efetivos da comissão Basílio Horta (coordenador), Pedro Delgado Alves, Pedro Nuno Santos e Hortense Martins (suplente).

Deputados socialistas referiram à agência

Na reunião da bancada socialista, Ana Catarina Mendes aproveitou para questionar a direção do Grupo parlamentar sobre qual a estratégia que o PS pretende assumir nesta comissão parlamentar de inquérito, cuja constituição foi exigida pelo ex-vice-presidente da bancada Pedro Nuno Santos, na sequência de uma iniciativa legislativa nesse sentido tomada pelo Bloco de Esquerda.

Ana Catarina Mendes observou que a decisão de nacionalizar o BPN foi tomada pelo primeiro executivo de José Sócrates em 2008 e que a reprivatização acelerada do banco em 2011 também foi tomada pelo Governo socialista na sequência das negociações com a "troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

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