"Voto que está entre costelas e mexe com dor é no PS"

António Vitorino trouxe Soares, Guterres e Sócrates à campanha socialista no comício em Castelo Branco. E apontou duas razões para votar no partido: a lista e a "responsabilidade de devolver esperança" aos portugueses.

Numa campanha em que muito se falou de José Sócrates e Mário Soares, com um cheirinho de António Guterres, o socialista António Vitorino arrancou o seu discurso, esta quinta-feira à noite, no comício de casa cheia no pavilhão do NERCAB, em Castelo Branco, com a "memória" de quem já tem "cabelos brancos", para se referir primeiro ao governo de Soares, depois ao de Guterres e rematando com o de Sócrates.

Três governos socialistas responsáveis pela adesão à Europa (Soares), ao euro (Guterres) e - "esta vai doer" - pelo "tratado que rege a União Europeia" (Sócrates). Três nomes para unir o partido. "E dizemos presente, todos os socialistas, todos os socialistas, todos os socialistas", repetiu-se o único socialista português que já foi comissário europeu, para concretizar: "Em torno da candidatura do Francisco Assis e do António José Seguro a primeiro-ministro."

Vitorino sublinhou depois que "o voto que está entre as costelas e mexe com dor com dor é o voto no PS". E apontou duas razões para votar nos socialistas: "A melhor lista candidata ao Parlamento Europeu, que falará com voz forte na Europa, que sabe o que é o interesse europeu mas não esquece o nacional"; e "a responsabilidade" que cabe ao PS em "devolver a esperança, o ânimo e a coragem" aos portugueses.

O mote estava dado: esta responsabilidade "começa no domingo com a vitória nas europeias e culminará no próximo ano com o governo liderado por António José Seguro".

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