"Vivemos na partidarite aguda"

Rui Moreira, candidato à Câmara Municipal do Porto nas próximas eleições autárquicas, diz que o País vive na "partidarite aguda", dando excessiva atenção ao comentário político que se faz, muitas vezes, sem declaração de interesses e em função dos jogos de poder nos bastidores dos partidos.

E diz que é mais fácil para uma candidatura apartidária, como a sua, influenciar o poder central em benefício do município do Porto.

Defende que o Porto não deve tentar ser, para o Norte, o que Lisboa é para o País, recusando a ideia de o município portuense se assumir como uma segunda capital de Portugal. Diz que a sua candidatura tem como objetivo resolver os problemas dos cidadãos do Porto e admite que gostaria de ter o apoio de Rui Rio, atual presidente da autarquia. Sobre a limitação de mandatos autárquicos, que podem impedir Luís Filipe Menezes, candidato do PSD, de correr contra si nas próximas eleições, diz que este problema já deveria ter sido resolvido pelos políticos e que tentar clarificá-lo nos tribunais significa que assistimos a uma "terrível judicialização da política".

Enquanto presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira analisa também a atualidade económica, dizendo que o Estado, sendo pesado, tem que ser mais eficiente e devolver mais aos contribuintes. Afirma que, desde que o Simplex parou, a burocratização voltou, e reconhece interesse na proposta da UGT para aumentar o salário mínimo descendo a TSU.

Leia a entrevista completa no e-aper do DN.

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