Uma carta com 83 exigências da CGTP

Documento quer dinamizar contratação coletiva, ataca acordo de concertação e defende renegociação da dívida externa. Sindicalistas da central sindical aprovaram "carta reivindicativa" por unanimidade

Dinamizar a contratação coletiva, rejeitar a desregulação do mercado de trabalho e defender a renegociação da dívida externa são alguns dos 83 objetivos divididos por em 15 temas, inscritos pela CGTP na sua "carta reivindicativa de todos os trabalhadores", que foi discutida e votada hoje por unanimidade, no segundo e último dia do XII Congresso da central sindical.

No Centro de Congressos de Lisboa, os cerca de mil delegados insistem com esta carta em bandeiras da CGTP, como o ataque ao acordo de concertação social, estabelecido há pouco mais de uma semana - para a central sindical, trata-se de "impedir a desregulação laboral e o retrocesso social" - e a exigência da promoção de "uma política de desenvolvimento para criar empregos, combater o desemprego e responder à crise da dívida". Os sindicalistas da Intersindical rejeitam "o acordo com a 'troika'" e defendem a renegociação da dívida, nos "prazos, juros e montantes".

Outro aspeto central do documento é "garantir e efetivar o direito de contratação coletiva", exigindo para isto "a revogação de normas do Código de Trabalho que põem em causa este direito fundamental".

Entre as exigências que a carta reivindicativa defende estão ainda a exigência de "fixar a meta de 600 euros a alcançar em 2013", a necessidade de "valorizar os salários mais baixos", mas também "reduzir progressivamente o horário de trabalho para as 35 horas semanais", para assim, defende a central, "promover a conciliação entre o trabalho e a vida privada", para também "criar mais emprego e combater o desemprego".

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