Um país de "excluídos" seria um "país incompleto"

O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou ontem não querer um país com "excluídos", porque esse seria um "país incompleto" e defendeu que "nunca como hoje" é tão necessário que os portugueses se ajudem uns aos outros.

"Não quero para Portugal que alguns sejam excluídos. Um país que não inclui todos é um país incompleto e todos nós queremos um Portugal completo", afirmou Cavaco Silva.

O Chefe de Estado falava a propósito da promoção da inclusão social, numa cerimónia de judo inclusivo, dos projetos Judo Total e Judo Social, que trabalham com pessoas portadoras de deficiência e com crianças e jovens de bairros sociais de Lisboa.

"O judo também dá a cada um de nós o sentido da ajuda aos outros e nunca como hoje nos precisámos tanto de nos ajudar uns aos outros", defendeu Cavaco Silva.

O Presidente dedica habitualmente uma visita por altura do Natal a um projeto social, tendo este ano assistido a esta apresentação de judo, no complexo desportivo da Lapa, tendo oferecido um lanche aos atletas e formadores.

"O judo, de acordo com o seu fundador, é uma filosofia de vida assente em valores morais, éticos, sentido de responsabilidade social, solidariedade para com os outros. É como alguns dizem, a ajuda para fazer das fraquezas força, ajudarmo-nos a vencer os desafios, as dificuldades que a vida nos coloca", enalteceu.

Cavaco Silva agradeceu a quem trabalha com o judo como instrumento de inclusão social, nomeadamente o campeão olímpico Nuno Delgado e Carlos Oliveira Dinis, presentes na cerimónia.

"Quando pensamos em cidadãos portadores de deficiência, tudo isto adquire um sentido muito especial. Estes cidadãos são exemplos para todos nós, pela sua determinação, vontade, coragem de vencer as adversidades, procurar ir mais além e, muitas vezes, conseguem mesmo fazer melhor do que os outros", afirmou.

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