UGT: fim da tolerância de ponto é 'ato puro de agressão'

O secretário-geral da UGT, João Proença, classificou hoje de "ato puro de agressão" aos trabalhadores da função pública a decisão do Governo de não dar tolerância de ponto no Carnaval e acusou o Executivo de revelar "insensibilidade social".

"Na análise que fazemos em Portugal há por vezes muito maximalismo [por parte do Governo] e o que se passa com a dispensa para a terça-feira de Carnaval é um sinal claro desse maximalismo e também um sinal de insensibilidade social", afirmou João Proença em conferência de imprensa.

Na passada sexta-feira, o primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou que o Governo não dará tolerância de ponto aos funcionários públicos no Carnaval, argumentando que "ninguém perceberia" que tal acontecesse numa altura em que o Executivo se propõe acabar com feriados.

Para o secretário-geral da UGT, esta decisão do Governo "é um ato puro de agressão aos trabalhadores da administração pública".

E concretizou: "Num momento em que os trabalhadores da administração pública foram sujeitos a tão graves sacrifícios - em que perdem dois salários, em que têm congelamento nas progressões, em que estão ameaçados de transferência de local de trabalho -, é claramente inaceitável que, de uma maneira gratuita, avulsa, o Governo retire a tolerância de Carnaval".

Mais grave ainda, para a UGT, é que a decisão do Executivo tenha sido anunciada apenas 15 dias antes do Carnaval.

No dia do anúncio, Passos Coelho salvaguardou, contudo, que "o facto de poder haver municípios que têm especiais tradições na comemoração do Carnaval quererem fazer eles próprios a tolerância de ponto a nível local é uma matéria que será decidida por cada município".

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