UE estuda maior capacidade de forças militares

A reunião informal dos ministros da Defesa da UE debateu, esta quarta-feira e ontem, formas de ter uma força de reação imediata com níveis de prontidão "mais fortes", disse o ministro português, José Pedro Aguiar-Branco.

Na reunião, que terminou hoje em Milão, Itália, foi analisado o atual contexto europeu "de ameaças a Leste na Ucrânia, do Estado Islâmico, das consequências que podem ter para o caso de se propagar para a Líbia" e os "riscos de expansão do terrorismo", informou Aguiar-Branco.

"Foi discutido com grande profundidade a possibilidade de haver uma maior capacidade de força de intervenção rápida por parte da União Europeia e de ter uma força de reação imediata com um nível de prontidão mais forte para ocorrer em caso de emergência", adiantou.

Segundo o ministro português da Defesa, serão trabalhadas "nos próximos meses" as formas de aumentar a interoperabilidade e o nível de prontidão dos agrupamentos táticos europeus, chamados "battlegroups", constituídas por forças de Estados-membros da UE.

A reunião informal dos ministros da Defesa da UE realizou-se uma semana depois da cimeira da NATO, em Newport, Reino Unido, que decidiu criar uma força de intervenção "muito reativa" que possa ser destacada em poucos dias para qualquer lugar do mundo, comandada a partir de uma "presença permanente" no leste europeu.

Os quartéis-generais da força de ação imediata terão a sua sede num dos aliados do leste da Europa, onde a NATO pretende manter "uma presença e atividade continuada" numa "base rotativa". A Polónia, a Roménia e os países bálticos manifestaram-se dispostos a acolher essa força, que será integrada por forças terrestres, navais e aéreas e forças especiais.

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