Troika considera cortes permanentes e insuficientes

O deputado do BE Luís Fazenda sublinhou hoje o facto de a 'troika' considerar que os cortes nos salários e outras retribuições em Portugal são definitivos e ainda insuficientes para o ajustamento pretendido.

"Foram unânimes em considerar que o 'pós-troika' tem muitos anos. São muitos anos para continuar o ajustamento da economia portuguesa e, portanto, não devem ser diminuídos os sacrifícios que o ajustamento tem imposto", declarou, nos Passos Perdidos do parlamento.

Os representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional reuniram-se com os grupos parlamentares e vão encontrar-se também com os parceiros sociais, no âmbito da 11.ª avaliação regular ao resgate português, a penúltima do programa.

"Aquilo que o Governo português alega junto do Tribunal Constitucional (TC) - que está a apreciar o Orçamento do Estado para 2014 -, de que os cortes salariais na função pública e nas pensões são temporários, na ótica da 'troika, eles são adquiridos e insuficientes, permanentes e pouco", afirmou o parlamentar bloquista.

Luís Fazenda sugeriu mesmo que sejam enviadas ao TC as últimas correspondências entre o executivo da maioria PSD/CDS-PP e a 'troika' "porque há aqui alguém que anda a enganar alguém, acerca das medidas de ajustamento, sua provisoriedade, serem temporárias ou não".

"Querem muitíssimo mais vincar essa necessidade de redução dos salários e das pensões. Para a missão externa, esses cortes são definitivos e, aliás, ainda insuficientes para aquilo que chamam ajustamento da economia portuguesa", concluiu.

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