"Tenho bastante apreço pelo trabalho de Santos Pereira"

António Pires de Lima diz que tem sido mal interpretado nas críticas que faz ao Governo, sobretudo no que diz respeito à economia: lamenta que o trabalho do ministro Álvaro Santos Pereira não seja valorizado no seio do Executivo e admite que é um cargo "extraordinariamente difícil" de assumir, neste Governo, e com um ministro das Finanças como Vítor Gaspar.

Em entrevista ao Gente que Conta, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, o presidente do Conselho Nacional do CDS-PP diz que o papel do Governo e do CDS foi determinante para que a TSU dos pensionistas passasse de obrigatória, como era imposição da troika, a facultativa. E considera que nem Pedro Passos Coelho quer que esta medida avance. Mas admite que o resultado do Conselho de Ministros extraordinário - onde foi discutida esta matéria -, foi comunicado de forma a prejudicar o CDS, apontando para um recuo na posição de Paulo Portas e não para a cedência da troika.

Sobre a reforma do Estado, o economista, que é também presidente da comissão executiva da Unicer, sublinha que é determinante, desde que tenha como objetivo a redução de impostos. Assume que grande parte da solução dos problemas de Portugal, hoje, "joga-se" fora do País. E diz que é a última pessoa que alguém deseja no Governo, por expor "com desassombro" as suas opiniões.

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