Subsídios de férias abrem guerra entre o PS e o PSD

Na Madeira, e ao contrário do governo regional que vai cumprir o calendário nacional, a Câmara Municipal do Funchal já mandou processar o subsídio de férias no vencimento de junho dos 1700 trabalhadores da autarquia.

O Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores denunciou a "hipocrisia e o descaramento político do PSD/Açores" relativamente ao pagamento do subsídio de férias.

Berto Messias que falava no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores considerou "inaceitável" que os deputados do PSD/Açores aprovem na Assembleia da República que o subsídio de férias deve ser pago em novembro, incluindo nas administrações públicas regionais, e na semana seguinte digam que nos Açores o subsídio de férias deve ser pago em junho.

"É lamentável esta tentativa de ludibriar os açorianos. Lamento esta postura. O sistema político regional precisa de um PSD ativo e responsável, pronto para ajudar a desenvolver a nossa terra, mas, mais uma vez, este PSD mostrou que não está à altura dos tempos, facto que lamentamos profundamente", referiu.

Nos Açores, o líder parlamentar socialista congratulou-se com o facto de o Governo Regional relativamente ao pagamento dos subsídios de férias em julho bem como a decisão de não aplicar na Região a Lei de Mobilidade Especial, em nome da "estabilidade laboral", pelos "direitos dos trabalhadores" e "correção de uma injustiça tremenda imposta aos trabalhadores pelo Governo do PSD e do CDS quando confiscou o subsídio de férias", referiu.

Para o lider da bancada socialista, as decisões do Governo dos Açores "provam, mais uma vez, que a via açoriana para o desenvolvimento não é mera retórica politico-partidária, mas sim uma evidência e uma realidade materializadas todos os dias pela ação política do Governo Regional do Partido Socialista".

Berto Messias abordou, ainda, na intervenção "as diferenças evidentes entre a estabilidade existente no sistema educativo regional na realização dos exames na Região, por não haver greve dos professores, em absoluta contradição com a instabilidade que se viu nos últimos dias no nosso país".

Na Madeira, ao contrário do Governo Regional que segue a legislação nacional, a Câmara Municipal do Funchal já mandou processar nos vencimentos de junho os subsídios de férias, verba que estará disponível nas contas bancárias de 1700 famílias, entre os dias 21 e 24.

"Tínhamos disponibilidade financeira e não fazia sentido não efetuarmos o pagamento dos subsídios. Temos de estar cientes de que as famílias estão em sérias dificuldades e que têm de planear o novo ano escolar para os filhos já no próximo mês de setembro", disse ao DN Pedro Calado, vereador responsável pela área financeira da autarquia.

Já o Governo Regional informou em comunicado que irá seguir a estratégia do Governo nacional. Isto é, apenas os funcionários públicos que ganham até 600 euros vão receber este subsídio na íntegra em julho. Os funcionários com remuneração entre os 600 e 1.100 euros receberão, também, uma parcela do subsídio em Julho, mas o restante só será pago em novembro, mês em que os restantes trabalhadores com renumeração superior a 1.100 euros, recebem o subsídio de férias.

O Governo de Alberto João Jardim justifica que "não estão reunidas todas as condições necessárias, nomeadamente orçamentais, para o Governo Regional proceder ao pagamento dos referidos subsídios a todos os trabalhadores da administração regional em junho".

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