Sócrates recusa uma liderança política resignada

O ex-primeiro-ministro José Sócrates defende, num prefácio de um livro hoje lançado, que a liderança política "sempre se impôs através de uma visão mobilizadora, não através da resignação".

A posição do antigo líder do Governo está expressa no prefácio que escreveu em abril para o livro "Sou político", da autoria do socialista presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, que foi apresentado hoje no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto.

No prefácio, José Sócrates assinala que "o dever do político é dizer o que se pode e deve fazer, não é explicar porque é que não se deve fazer nada".

"A retórica da futilidade convida a inação, a descrença, a expiação. A ação política esclarecida, principalmente nos momentos difíceis, exige confiança, decisão, vontade", acrescenta.

Na apresentação do livro, Guilherme Pinto descreveu o antigo primeiro-ministro e prefaciador do seu livro como "um exemplo de determinação".

"Não há aqui saudosismos, não sou sebastiânico, mas o engenheiro era um exemplo de determinação, que tentou algo de positivo para impulsionar o país", disse o autarca à agência Lusa.

O livro de Guilherme Pinto é, também ele, segundo palavras do autor, "um grito contra o pessimismo e contra o derrotismo militante que grassa na sociedade".

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