Sócrates elogia Seguro e arrasa Cavaco

José Sócrates teceu este domingo rasgados elogios à forma como decorreu o XIX congresso do PS, elogiando António José Seguro por isso.

Foi um "congresso bem sucedido", um "bom momento", mostrando, "sem dúvida", uma "unidade conseguida", disse o ex-líder socialista, no seu comentário político semanal na RTP 1.

Sócrates elogiou a ideia, avançada por Seguro, de realizar uma convenção aberta a independentes para preparar o programa eleitoral do partido, sublinhando que esta é uma tradição do partido. Também elogiou o facto de ter sido sublinhado no congresso que "a questão portuguesa não pode ser separada da questão europeia".

Ao mesmo tempo sublinhou o paradoxo que é ter o maior partido da oposição unido e o Governo desunido -dizendo que o normal seria o contrário.

Noutro ponto do comentário, arrasou o discurso do Presidente da República na sessão solene parlamentar de celebração do 25 de Abril. "Um desastre", afirmou, dizendo que agora "a mão detrás do arbusto" que sustenta o Governo "se tornou na mão visível". Este discurso - disse ainda - "retirou" ao Presidente da República a "credibilidade para agir com isenção e independência". E que o Cavaco Silva disse sobre eleições - no essencial, que não resolveriam nada e só agravariam os problemas - "não é próprio de alguém que tenha uma cultura democrática".

Sócrates disse que Cavaco lhe fez lembrar o antigo Presidente francês Charles de Gaulle, quando este dizia que para perceber o que pensavam os franceses fazia perguntas a si mesmo. "Parece que o Presidente quando quer saber a opinião dos portugueses se pergunta a si próprio", disse, acusando também Cavaco Silva de ter, quanto à valorização da estabilidade, um "duplo critério".

Além do mais o PR fez uma "mistificação histórica" ao considerar que o facto de a recessão ser maior do que a que se esperava decorrer de erros nas estimativas face ao memorando inicial. "Este memorando nada tem a ver com o inicial" e se a recessão é maior do que o que se esperava é porque o Governo decidiu ir "muito além" do que estava inicialmente previsto, acusou o ex-primeiro-ministro.

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