Sócrates diz que remodelação agravou coesão no Governo

No comentário televisivo na RTP, ex primeiro-ministro criticou a posição do CDS e a sua "ambiguidade" que diz "estar próximo do oportunismo político"

José Sócrates disse no seu comentário televisivo na RTP que a remodelação governamental só veio "agravar a coesão dentro do Governo". Reagindo à saída de Miguel Relvas e à entrada de Marques Guedes e Poiares Maduro, o ex-primeiro-ministro afirmou que "a divergência de fundo" dentro do Governo está a "caminho de atingir o limite".

Sócrates comentou a posição dos centristas, afirmando que o CDS "está a querer dizer ao primeiro-ministro que não quer ser governado pelo ministro das Finanças". E acrescentou que "o CDS não pode manter esta ambiguidade, estar fora e estar dentro ao mesmo tempo", pois isso é já estar próximo do "oportunismo político."

O ex-primeiro ministro comentou ainda a carta enviada por Passos Coelho à troika, considerando-a um "procedimento não leal aos portugueses", uma vez que as medidas não foram dadas a conhecer ao país nem ao maior partido da oposição. Em relação ao conteúdo, e às propostas que enumera, Sócrates afirmou que revelam "insensibilidade social, para não dizer crueldade".