Socialistas querem banca a financiar dívidas do Estado

António José Seguro propôs que as empresas pudessem receber da banca dinheiro de dívidas do Estado para "preservar postos de trabalho e criar empregos". Foi ontem à noite em Valença na sessão de apoio à candidatura de Diogo Cabrita e que encerrou o dia de campanha.

A Caixa Geral de Depósitos seria, segundo o secretário geral do PS, a instituição bancária mais indicada para suportar as dívidas do Estado às empresas e que diz ser no valor de três mil milhões de euros. Defendeu que a mudança para o Governo "era a mesma coisa" e que ajudava as empresas a suportar a situação de crise.

A medida foi anunciada como uma forma de dinamizar as pequenas e médias empresas. Outra alteração que considera benéfica para o desenvolvimento da economia seria a redução do IRC (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas) de 25% para 12,5% nos primeiros 12 500 euros de lucros, proposta que está agendada para discussão na Assembleia da República dia 3 de outubro.

A sessão de apoio a Diogo Cabrita, que pretende conquistar a autarquia ao PSD, terminou a jornada de ontem da campanha eleitoral socialista e que começou em Gondomar (presidida por Valentim Loureiro), passando pelo Porto (PSD), Vila do Conde (PS), Guimarães (PS), Caminha (PSD), Vila Nova de Cerveira (PS) e Valença (PSD).

A par dos temas sociais, da defesa do Estado Social e do Emprego, Seguro acusou Passos Coelho de ter duas palavras e duas atitudes "O primeiro ministro prometeu uma coisa para ganhar o voto dos portugueses e está a fazer uma coisa completamente diferente."

A jornada foi de críticas mútuas dentre socialistas e sociais democratas, com primeiras e segundas figuras dos dois partidos a trocarem "galhardetes".

Mais multifacetada foram os sons ouvidos nas iniciativas de apoio aos candidatos a autarcas, se excetuarmos a música da série "Norte e Sul", o hino adotado por Seguro por simbolizar a defesa dos "princípios e valores da igualdade", Começou com ritmo de jazz na arruada da rua de Santa Catarina, no Porto, e acabou com canções pimbas em Valença, onde também houve lugar para a música lírica. E em Guimarães as concertinas tocaram o "malhão picado".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG