"Social-democracia não desapareceu", dizem ministros

Moreira da Silva, Marques Guedes e Poiares Maduro respondem aos críticos e falam de uma reunião magna que servirá para preparar uma "agenda política para o pós-troika".

Três ministros da maioria presentes na abertura do 35.º Congresso do PSD, em Lisboa, mostraram-se esta sexta-feira confiantes num rumo de desenvolvimento para Portugal na matriz social-democrata, após a intervenção da troika.

"Pode haver uma certa ideia de banalização do Congresso, mas este é o primeiro Congresso que tem condições para preparar uma agenda política pós-troika, para lá do memorando e do resgate", disse o vice-presidente 'laranja' Jorge Moreira da Silva, à entrada para o Coliseu dos Recreios.

O também ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia sublinhou que "este Congresso está precisamente destinado a encontrar uma estratégia de responsabilidade orçamental e de crescimento, desenvolvimento e emprego".

"Portugal tem tudo para vencer nesta nova economia. Tem talentos, recursos infraestruturas. A responsabilidade orçamental não termina com a saída da troika. Terá de ficar connosco durante muito tempo. As políticas públicas não podem estar sempre a ser descontinuadas, na saúde, educação, ordenamento do território energia", desejou.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, também perspetivou o evento como uma oportunidade para haver "uma definição clara daquilo que vai ser a estratégia do partido para os próximos dois anos"

"Se Deus quiser, contemplarão a saída do resgate financeiro, a soberania nacional plena em termos financeiros, e a necessidade de, continuando uma política de rigor e de exigência, serem traçados caminhos de progresso e de esperança diferentes daqueles em que o País se encontrava há dois anos", afirmou Marques Guedes.

Sobre as críticas de adoção da ideologia neoliberal, o responsável governamental reiterou que "a social-democracia nunca desapareceu do PSD".

"Não se confunde aquilo que é o trabalho numa situação de emergência em que o País foi colocado, com a soberania bastante reduzida, que foi aquilo que este Governo encontrou, com algum abandono ou alteração à ideologia ou programa próprios do partido", justificou, acrescentando esperar que o Congresso "possa reafirmar exatamente os princípios e a ideologia essencial que o partido tem".

Para o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, "o partido é, sempre foi e sempre será, um partido social-democrata".

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