Soares admite divergências mas recusa ruturas no PS

O ex-Presidente da República Mário Soares rejeitou hoje a existência de "qualquer espécie de problemas" dentro do PS devido ao pedido de fiscalização sucessiva de constitucionalidade do Orçamento do Estado, admitindo apenas que podem haver "divergências".

"Não acredito nada que haja qualquer espécie de problemas dentro do PS e muito menos dentro dos deputados do PS", afirmou Mário Soares, quando questionado sobre o pedido de fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado que foi esta tarde entregue no Tribunal Constitucional e que é apenas subscrito por 17 deputados do PS.

Mário Soares reconheceu, contudo, que podem existir "divergências", no sentido de "uns quererem uma coisa e outros quererem outra", mas recusou liminarmente a possibilidade de uma rutura dentro do partido.

"Não julgarão que isso vá ser uma cisão dentro do PS, que não vai de certeza", frisou o antigo chefe de Estado, que falava aos jornalistas à entrada para a cerimónia de entrega do prémio Ângelo d'Almeira Ribeiro ao advogado Nuno Godinho de Matos, que decorreu na Ordem dos Advogados.

O requerimento que pede a fiscalização do Orçamento é assinado por 25 deputados, 17 dos quais do PS (Alberto Costa, Vitalino Canas, Isabel Moreira, José Lello, Fernando Serrasqueiro, André Figueiredo, Renato Sampaio, Isabel Santos, Ana Paula Vitorino, Glória Araújo, Idália Serrão, Paulo Campos, Maria Antónia Almeida Santos, Rui Santos, Sérgio Sousa Pinto, Eduardo Cabrita e Pedro Delgado Alves).

Além dos 17 deputados socialistas, subscrevem ainda o requerimento oito do Bloco de Esquerda (Francisco Louçã, João Semedo, Pedro Filipe Soares, Cecília Honório, Mariana Aiveca, Luís Fazenda, Catarina Martins e Ana Drago).

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