Só os astros sabem qual será a composição do Governo

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, foi hoje questionado sobre a possibilidade de este ter sido o último Conselho de Ministros com a atual composição, e remeteu essa pergunta para os astros, provocando risos.

"Essa é uma pergunta que deve fazer aos astros. Eu não tenho nenhuma indicação para que possa responder a uma coisa dessas", afirmou o ministro, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros, em que a maioria das questões foi sobre a crise no executivo PSD/CDS-PP.

Dirigindo-se ao jornalista que lhe tinha colocada a pergunta sobre eventuais mudanças na composição do Governo, Luís Marques Guedes prosseguiu: "Não vou dizer que a sua pergunta é uma provocação, mas seria uma especulação pura e dura da minha parte estar a dizer o que quer que fosse sobre esta matéria".

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares considerou que hoje se realizou "uma reunião normal do Conselho de Ministros" e disse esperar que, "na próxima quinta-feira, o Conselho de Ministros, para bem do país, possa continuar a governar e a ter as suas reuniões normais".

Interrogado novamente se acredita que nessa próxima reunião o Governo terá a atual composição, Marques Guedes voltou a recusar fazer previsões: "Não faço ideia. Não sou eu que escolho os ministros. As competências relativas à composição Governo, nos termos da Constituição, são do primeiro-ministro e Presidente da República".

Os jornalistas perguntaram também ao ministro da Presidência se, no seu entender, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, tem condições para se manter no Governo, depois de ter pedido a demissão qualificando essa decisão de "irrevogável", mas Marques Guedes escusou-se a responder.

O ministro da Presidência remeteu todas as questões sobre a crise no Governo para os partidos que compõem a coligação - "é nessa sede que os esforços para superar as dificuldades são desenvolvidos, não é no Conselho de Ministros", considerou - e insistiu na importância de um entendimento entre as lideranças do PSD e do CDS-PP que assegure a estabilidade política.

"Eu acredito firmemente no valor da estabilidade, nas atuais circunstâncias do país, não apenas como um bem em si próprio, mas como uma necessidade. Os partidos da maioria são aqueles que, no atual quadro parlamentar, e por decisão das eleições, do voto livre dos portugueses, podem assegurar essa estabilidade. E é disso que o país precisa. Eu acredito que isso é muito importante para o país", declarou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG