Sindicalistas da Frente Comum em protesto

Cerca de 300 sindicalistas da Frente Comum protestaram junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa, e entregaram um conjunto de reivindicações. Além disso exigiram a marcação de uma reunião para negociar aumentos salariais para 2015.

Depois de um plenário nacional da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, realizado na casa do Alentejo, em Lisboa, de dirigentes e ativistas sindicais decidiram desfilar em protesto até ao Ministério das Finanças, marcando o reinício dos protestos após o período de férias.

"É o pontapé de saída para a intensificação da luta, após o período de férias", disse a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, aos jornalistas depois do plenário, que ficou marcado pelos pedidos de demissão do Governo e pela defesa da necessidade de intensificação da luta.

Na reunião dos sindicalistas foi assumido o compromisso de se realizarem plenários nos locais de trabalho até ao final deste mês, altura em que será decidida "uma grande ação nacional de luta na administração pública, que poderá coincidir com uma ação geral da CGTP, no final de outubro ou primeira quinzena de novembro".

Os manifestantes, que percorrem as ruas da Baixa lisboeta ao som de palavras de ordem - como "Trabalho sim, despedimentos não" e "Não e não ao roubo dos salários" -, entregaram no Ministério das Finanças a sua proposta reivindicativa, que exige aumentos salariais de 3,7% para o próximo ano, com a garantia de pelo menos 50 euros por trabalhador, e a reposição dos valores cortados aos salários e pensões.

A estrutura sindical afeta à CGTP pretende que a reposição dos salários e pensões nos valores anteriores a 2011 seja feita antes do final da atual legislatura.

A Frente Comum defende também a atualização do subsídio de refeição para 6,50 euros e a atualização das restantes matérias pecuniárias em 3,7%.

A proposta reivindicativa para 2015 aprovada pelos sindicatos da Frente Comum prevê ainda o descongelamento das posições remuneratórias e o reposicionamento nos escalões da carreira correspondentes aos anos de serviço.

A estrutura sindical reivindica também a reposição do valor anteriormente pago pelo trabalho extraordinário, nomeadamente um acréscimo de 100% pelo trabalho em dia feriado.

A reintegração dos trabalhadores em mobilidade especial (requalificação), o fim do encerramento e privatização dos serviços públicos, a resolução imediata das situações de precariedade e a reposição do horário semanal de 35 horas são outras das reivindicações que integram a proposta de mais de 20 páginas da Frente Comum.

A Frente Comum defende ainda a reposição da aposentação aos 60 anos de idade, com 36 de serviço, sem penalizações.

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