Sete "propostas para libertar Portugal do desastre"

O Partido Comunista Português (PCP) apresentou hoje sete "propostas para libertar Portugal do desastre" porque "o país não aguenta mais!" e considerou "urgente" pôr fim ao Governo de Passos Coelho e Paulo Portas.

"O país não aguenta mais a política de exploração, empobrecimento e desastre nacional", disse o membro da comissão política dos comunistas Vasco Cardoso, numa declaração lida na sede lisboeta da Soeiro Pereira Gomes.

O PCP defende a "imediata renegociação da dívida pública, nos seus prazos, juros", mas também nos "montantes". O secretário-geral socialista, António José Seguro, tinha apelado à negociação com a 'troika' da dilatação no tempo e nos encargos com a dívida, face aos ministros de Estado Paulo Portas e Vitor Gaspar, respetivamente dos Negócios Estrangeiros e das Finanças.

"O aumento dos salários, a começar pelo salário mínimo nacional, das pensões e dos apoios sociais" é outro dos pontos coincidentes com as iniciativas apresentadas pelo PS.

Contudo, os comunistas vão mais além, ao advogar "o fim das privatizações e a recuperação da propriedade social dos sectores básicos e estratégicos da economia, a começar pela banca".

"A alteração radical da política fiscal, rompendo com o escandaloso favorecimento da banca, da especulação financeira, dos lucros dos grupos económicos nacionais e transnacionais e aliviando a carga fiscal sobre as massas laboriosas" e o "alargamento e democratização do acesso ao Serviço Nacional de Saúde e à Escola Pública, assim como a defesa do caráter público e universal da Segurança Social", são outras medidas.

Vasco Cardoso apontou ainda como essenciais um "efetivo cumprimento da Constituição da República e a intransigente defesa da soberania nacional face às imposições e condicionalismos impostos pelas grandes potências e pela União Europeia".

Os comunistas sublinham que, "em pouco mais de um ano e meio, foram destruídos mais de 400 mil postos de trabalho e quase um milhão e meio de portugueses estão desempregados", "a pobreza atinge um quarto da população vítima do roubo nos salários e nas pensões, dos cortes nos apoios sociais, do aumento dos preços e dos impostos", enquanto "a distribuição da riqueza entre capital e trabalho aproxima-se da do tempo do fascismo".

"Impõe-se pôr fim ao governo PSD/CDS e à política de direita. Impõe-se a realização de eleições antecipadas", lê-se ainda no texto da declaração de Vasco Cardoso.

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