"Será preciso pedir à 'troika' que nos diga onde cortar?"

Primeiro-ministro pede pacto com a oposição para o 25 de Abril e critica líderes políticos que não apresentam soluções para equilibrar as contas públicas.

Pedro Passos Coelho afirmou este domingo, no encerramento do XXXV Congresso do PSD, que o "caminho que o País tem pela frente não será mais fácil nem menos exigente que o percorrido até aqui" e por isso apelou a um entendimento com os partidos da oposição, algo que, no seu entender, seria "a melhor oferta" que os portugueses poderiam receber nos 40 anos do 25 de Abril.

O primeiro-ministro reiterou os desafios ao PS e a António José Seguro, vincando que não vale a pena que se pense apenas no pós-troika ou no futuro ciclo eleitoral. "Algum líder político pensa que ficará mais popular, respeito ou próximo de ganhar eleições dizendo que é preciso reduzir o défice mas não querendo pagar essa fatura? Será preciso que tenhamos de pedir à troika que nos diga onde cortar", questionou Passos, sublinhando ainda não querer uma economia "fechada, de costas voltadas para a Europa, de trabalho intensivo, salários baixos e de regresso ao escudo."

Por outro lado, o chefe do Executivo procurou reabilitar a imagem do parceiro de coligação, o CDS, aos olhos do partido e dos portugueses: "Passámos por tempos difíceis mas não foi por razões menores. A tensão que existiu é porque tínhamos uma visão do que era importante para o nosso País."

Assim, ainda dirigindo-se a Paulo Portas, reiterou a sua confiança de que esta será a "primeira coligação de Governo que chegará ao termo do seu mandato".

Passos aproveitou a intervenção para reafirmar a universalidade do Serviço Nacional de Saúde, indo ao encontro do que Santana Lopes dissera na véspera, uma Segurança Social sustentável e a garantia da escola pública, mas sem excluir outras opções.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG