Semedo diz que protestos são "legítimos" e "naturais"

O coordenador do BE João Semedo defendeu hoje que os protestos recentes são "legítimos", "necessários" e "naturais" e considerou normal que militantes do Bloco estejam nessas manifestações, juntamente com pessoas de outras proveniências partidárias.

"Acho que estes protestos, não só são legítimos, como necessários e também naturais, face à situação desgraçada em que milhões de portugueses hoje vivem, que está diretamente relacionada com a política que o Governo impôs ao país", afirmou.

O líder bloquista falava aos jornalistas numa conferência de imprensa, na sede do BE, em Lisboa, em que foi questionado sobre a presença de uma antiga assessora do Bloco de Esquerda na organização dos protestos do movimento "Que se lixe a 'troika'", que têm antecedido uma manifestação marcada para o dia 2 de março.

"Estranharia que não houvesse militantes e simpatizantes do Bloco de Esquerda nesses protestos, como estranharia que só houvesse militantes do Bloco de Esquerda. Há gente com partido, há gente sem partido, há gente de todos os partidos, inclusive dos partidos que apoiam o Governo", afirmou.

Semedo sublinhou que a presença de pessoas ligadas ao BE nas manifestações e na sua organização não significa que o protesto seja promovido pelo Bloco.

"O Bloco de Esquerda quando organiza uma iniciativa política, dá a cara, dá o nome e assina por baixo", disse.

"Todos os protestos que se têm ouvido são bastantes representativos, quem não tem representatividade nem legitimidade hoje é precisamente o Governo", afirmou, quando questionado sobre as declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, segundo as quais as manifestações não seriam representativas da população.

"O Governo contesta a legitimidade do protesto mas devia pensar primeiro se tem legitimidade de continuar a governar e a impor aos portugueses uma política que não tem nada a ver com o que propôs durante a campanha eleitoral e, em muitos aspetos, nem sequer consta do programa de governo que fez aprovar na Assembleia da República", concluiu.

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