Seguro: "Só PS pode inflingir forte derrota ao Governo"

Secretário-geral socialista entrou na campanha, num comício em Leiria, afirmando que "é inaceitável" Portugal ser "governado por um primeiro-ministro que engana, que não honra a sua palavra".

Ao quarto dia de campanha, António José Seguro defendeu esta quinta-feira à noite, em Leiria, que "só o PS está em condições de inflingir uma forte derrota ao Governo mais liberal" da história democrática portuguesa.

Falando pela primeira vez numa ação socialista no período oficial da campanha, num comício em Leiria, o secretário-geral socialista afirmou que "é inaceitável" que Portugal seja "governado por um primeiro-ministro que engana, que não honra a sua palavra".

Antes deste ataque violento ao primeiro-ministro e líder do PSD, Seguro tinha apontado o "dia 15 de maio", esta quinta-feira, como "o dia terrível", depois do INE ter divulgado dados em que "a economia voltou a cair" e na "mesma semana" em que se soube que dois bancos estrangeiros vão abandonar as operações em Portugal (lançando no desemprego duas mil pessoas, segundo o líder do PS).

"Onde é que o primeiro-ministro anda? Porque não veio dar uma palavra aos portugueses?", perguntou Seguro sobre Passos Coelho, que não esperou para dar, ele próprio, a resposta: "Ele nada tem para dizer aos portugueses."

A fechar o seu discurso - num auditório do IPJ que não teve lugares suficientes para todos - o líder socialista deixou críticas também à esquerda. "Nós não nos enganamos de adversário, não é a esquerda o nosso adversário, é a direita", apontou, numa ideia que já tinha apresentado esta semana numa carta enviada aos militantes do PS.

Antes de Seguro intervieram o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que também é militante socialista, e o cabeça de lista do PS, Francisco Assis. Se este retomou o discurso que tem feito na campanha, apontando a necessidade de escolher entre "o voto de rejeição de uma solução falhada" e o "voto sério de uma solução séria", o líder da central sindical sublinhou "a alternativa de sensibilidade social" que diz ser a do PS.

Carlos Silva apontou ainda uma nota mais colorida. "Há 629 anos, aqui bem perto, em Aljubarrota, libertámo-nos do jugo estrangeiro", disse, referindo-se à batalha entre os reinos de Portugal e Castela. E, numa comparação com esses dias, "o próximo António primeiro-ministro deste país poderá ser e terá de ser o da 'boa memória', depois de três anos de sacrifícios".

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