Seguro reuniu-se com Passos durante hora e meia

O secretário-geral do PS afirmou hoje que repetiu as posições do seu partido perante o primeiro-ministro e defendeu que a procura de consensos em torno de políticas de crescimento deve fazer-se no Parlamento.

Estas posições foram assumidas por António José Seguro em São Bento, depois de ter sido recebido em audiência pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Nas declarações que fez aos jornalistas, no final de uma reunião que durou cerca de hora e meia, o líder socialista fez questão de frisar que o encontro realizou-se a pedido do Governo e que, pela sua parte, sente-se "confortável" em repetir as posições políticas do PS.

Apenas acompanhado pelo líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, António José Seguro remeteu para o primeiro-ministro a resposta à questão se houve abertura do Governo em relação às propostas do PS e defendeu que o consenso em torno de políticas de crescimento deve ser procurado na Assembleia da República, em particular na Comissão Parlamentar de Economia.

O secretário-geral do PS defendeu ainda que a quebra de quase quatro por cento da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano é um sinal ainda mais alarmante e impõe uma mudança de trajetória nas políticas seguidas.

Referindo-se aos mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais a economia portuguesa caiu 3,9 por cento no primeiro trimestre deste ano, Seguro afirmou: "Quase quatro por cento de quebra. Se este não é um sinal ainda mais alarmante em relação à trajetória que está a ser seguida no nosso país, então eu não percebo o que se está a passar", disse.

De acordo com o líder socialista, "é necessário mudar a trajetória" das políticas seguidas no país.

"Isso significa parar com as políticas de austeridade, renegociar as condições do nosso processo de ajustamento (para que seja credível e realista) e, simultaneamente, que todo o nosso esforço seja colocado para dinamizar a economia, para suster o emprego e criar novas oportunidades no mercado de trabalho", acrescentou.

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