Seguro reúne-se hoje com líderes do CDS e PCP

O secretário-geral do PS, António José Seguro, vai reunir-se hoje com os líderes do PCP, Jerónimo de Sousa, e do CDS-PP, Paulo Portas, iniciando uma ronda de contactos com responsáveis partidários.

Na quarta-feira será a vez de António José Seguro se encontrar com os coordenadores do Bloco de Esquerda, João Semedo e Catarina Martins, reuniões em que o líder socialista quer debater soluções para a crise e para o combate ao desemprego.

Todos estes encontros realizam-se a pedido do secretário-geral do PS e terão lugar nas sedes nacionais dos outros partidos.

Na quinta-feira, esta série de reuniões encerra na sede do PSD, mas sem a presença dos líderes António José Seguro e Pedro Passos Coelho.

"O objetivo das reuniões é apresentar as conclusões do nosso Congresso Nacional e debater com todos os parceiros sociais, como já fizemos na semana passada, e com os partidos, aquilo que definimos como a grande prioridade política: o emprego", referiu o porta-voz socialista, João Ribeiro, em declarações à Lusa.

Ao longo da semana passada, o secretário-geral do PS teve encontros com os líderes das confederações patronais e sindicais, ocasiões em que salientou a importância do diálogo social em Portugal.

Ainda de acordo com João Ribeiro, a intenção é "apresentar propostas" e "também ouvir dos outros partidos" aquilo que devem ser "as prioridades políticas para sair da crise".

As reuniões não terão uma agenda fechada e, portanto, poderão ser abordadas outras questões, referiu o porta-voz do PS, sublinhando que a ideia não é "liderar nada", mas "apenas apresentar conclusões e abrir novos canais de diálogo com os partidos".

Admitindo que a iniciativa de pedir reuniões aos outros partidos para debater soluções para o desemprego não é prática comum da vida partidária, João Ribeiro adiantou que a ideia "surgiu da situação absolutamente extraordinária de emergência em que o país se encontra".

"Os portugueses querem que os partidos se possam reunir em torno do essencial e debater soluções para os seus problemas, o que é uma atitude absolutamente normal, considerando a crise social, política e económica que o país vive".

Na sequência do último congresso do PS, em Santa Maria da Feira, António José Seguro foi reeleito secretário-geral com cerca de 96 por cento dos votos.

No discurso de encerramento, Seguro estabeleceu como objetivo eleitoral uma vitória do PS "com maioria absoluta", mas sem descartar coligações ou acordos de incidência parlamentar com partidos à esquerda ou à direita dos socialistas.

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