Seguro responsabiliza Governo por risco de 2.º resgate

"O segundo resgate de que o primeiro-ministro periodicamente fala nada tem a ver com o Estado social", afirma o secretário-geral do PS, que aponta cortes na despesa e aumento de impostos como "marca do Governo"

O secretário-geral socialista sublinhou hoje a mais "firme oposição a mais cortes nas funções sociais do Estado", depois de recordar que "o segundo resgate de que o primeiro-ministro periodicamente fala nada tem a ver" com esse Estado social.

António José Seguro, que discursou hoje no encerramento da Universidade de Évora, apontou os cortes na despesa e o aumento de impostos como "marca do Governo", ao recordar que o primeiro-ministro tem atacado o Estado social "para dizer que é preciso cortar na despesa social para poder baixar os impostos", quando o que "o Governo anda fazer desde há dois anos [é] cortar na despesa social".

"O Governo sabe que cortar não é reformar, o Governo sabe tudo isso mas insiste"; apontou. Para assumir o compromisso de apresentar "durante o próximo ano, as bases do Programa do futuro Governo de Portugal". "Não se trata de um qualquer guião, mas de uma proposta concreta, pensada e fundamentada", notou de forma irónica referindo-se ao guião da reforma do Estado prometido pelo Governo desde fevereiro e que até hoje não foi revelado.

Seguro antecipou eventuais críticas a esta iniciativa - que pretende "combater a crise" e "defender o Estado social" - "por ser demasiado cedo", mas que para o PS é "uma condição de boa governação". "Não haverá improvisos, nem experimentalismos, com o futuro Governo", apontou.

Num longo discurso, onde começou por homenagear os bombeiros mortos no combate aos incêndios (prometendo para mais tarde "iniciativas adequadas" do PS porque agora seria "fazer da política um mero jogo de oportunidades") e por sublinhar a posição socialista sobre a Síria (ver texto relacionado).

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