Seguro recebe delegação da troika na 3.ª feira

O secretário-geral do PS, António José Seguro, recebe a delegação da troika na terça-feira, pelas 15:00, disse hoje à agência Lusa fonte oficial dos socialistas.

A mesma fonte acrescentou que a reunião com a delegação da troika - que integra membros da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) -, decorrerá na sede nacional do PS, no Largo do Rato.

Terça-feira passada, em entrevista à TVI, António José Seguro anunciou este encontro com a delegação da troika e adiantou que o PS se disponibilizaria para defender ao lado do Governo um ajustamento ao memorando negociado por Portugal, sobretudo em ternos de cumprimento de prazos.

"Portugal negociou [o programa] num quadro pré-eleitoral - é conhecida a crise política desencadeada pelos então partidos da oposição, dois deles estão hoje no Governo. Portanto, como houve uma alteração da realidade, é normal que possa haver um ajustamento do programa de assistência financeira e que esse ajustamento seja feito de forma a que as consequências sociais e económicas sejam minimizadas", sustentou na entrevista à TVI.

Depois, na Assembleia da República, durante o recente debate da proposta de Orçamento do Estado para 2012, António José Seguro desenvolveu um pouco mais a sua perspectiva em relação a ajustamentos a introduzir no memorando assinado por Portugal, falando inclusivamente na hipótese de as metas de consolidação orçamental terem um prazo alargado de um ano.

"O esforço que vai ser pedido aos portugueses, a violência dos sacrifícios, a iniquidade desses mesmos sacrifícios no próximo ano obrigará a uma abordagem inteligente da austeridade que vai ser proposta. Neste mês de Novembro, em que temos a visita da troika, é importante que o Governo pondere a possibilidade de rever as condições a que estamos obrigados", sustentou o líder dos socialistas na Assembleia da República.

Para o líder do PS, "nenhum português compreenderá que, podendo os sacrifícios ser distribuídos por três anos, tenham de ser violentamente concentrados em dois anos".

"Como o primeiro-ministro afirmou, o esforço de redução [do défice] no próximo ano não é apenas de três mil milhões de euros, mas de sete mil milhões. Aqui está uma disponibilidade do PS para trabalhar pelo bem de Portugal e suavizar os sacrifícios das famílias e das empresas", disse ainda.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG