Seguro reafirma prioridade para "o emprego"

O secretário-geral do PS reafirmou hoje, em Santo Tirso, que a prioridade socialista é "o emprego", porque o país tem "cerca de um milhão de desempregados" e vive uma situação de "enorme tragédia social".

António José Seguro mostrou-se favorável ao "aumento do salário mínimo" nacional e das pensões mais baixas, como forma de aumentar também o rendimento disponível das famílias e fazer crescer o consumo.

Seguro falava na apresentação da candidatura de Joaquim Couto à Câmara Municipal de Santo Tirso, uma autarquia que o candidato, aliás, dirigiu durante 17 anos, até 1999, tendo então saído e sido substituído por Castro Fernandes, igualmente socialista.

Seguro disse ainda que a sua "grande divergência com o primeiro-ministro" é que Passos Coelho pôs em primeiro lugar as finanças públicas, deixado a economia em plano secundário.

"Podemos tratar das finanças públicas ao mesmo tempo que da economia, dando sempre prioridade a esta, porque são as finanças públicas que têm de estar ao serviço da economia" e não o contrário, sustentou.

"Teríamos poupado muitos sacrifícios aos portugueses", acrescentou.

É por isso que "hoje é necessário apoiarmos as empresas, para que elas continuem a trabalhar, para preservar os seus postos de trabalhos e criar, se possível, mais emprego".

Mas, simultaneamente, importa "garantir aos portugueses um rendimentos" para as suas necessidades.

O líder socialista referiu que "o investimento público caiu mais de 25% nos últimos dois anos, mas o país tem à sua disposição fundos comunitários" que podiam ser canalizados para a economia, por exemplo, para projetos de reabilitação urbana.

Seguro defendeu que é preciso "ajudar a dinamizar o investimento privado", o que, em sua opinião pode ser conhecido através de "um crédito fiscal" dirigidos às empresas utilizem os seus lucros nelas.

Também disse que "o Estado não pode reter reembolsos, designadamente, do IVA a essas empresas" para lá do prazo determinado.

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