Seguro quer descida do IVA da restauração para os 13%

O secretário-geral do PS voltou a acusar Passos Coelho de ter cometido uma "asneira", considerando ser da mais elementar justiça corrigi-la, reduzindo o IVA da restauração de 23 para 13%.

António José Seguro não percebe porque é que o primeiro-ministro persiste em manter o IVA da restauração com a taxa de 23%, classificando tal medida como uma "asneira", a qual, defende, é preciso "corrigir".

Ao falar hoje, no Clube Naval de Portimão, a anteceder um almoço com empresários de turismo e da restauração, António José Seguro reafirmou que uma das prioridades do seu partido "é baixar o IVA da restauração de 23 para 13 por cento".

"Aliás, nunca devia ter aumentado. E quando o primeiro-ministro o anunciou, eu disse-lhe que era um erro, que era um disparate. É que o pouco dinheiro que ele pode receber com o aumento do IVA, vai perdê-lo porque há muitos restaurantes que tiveram de fechar e muita gente foi para o desemprego. E quando um restaurante fecha o que significa? Há menos contribuição para a Segurança Social, logo menos contribuição para o Estado. E quando há mais desemprego, tal significa que aumenta a despesa porque há mais subsídio de desemprego para trabalhadores que o deixaram de ser", lamentou o líder socialista.

Reforçando a esse nível as suas críticas ao Governo PSD/CDS-PP, António José Seguro voltou a acusar Passos Coelho de ter cometido uma "asneira". "E é uma medida da mais elementar justiça corrigir a asneira feita. Não percebo honestamente porque é que o primeiro-ministro persiste em manter o IVA da restauração" nos 23%, acrescentou.

Por outro lado, o secretário-geral do PS, que está a percorrer vários concelhos do Algarve, no âmbito da pré-campanha para as autárquicas de dia 29, anunciou como outra das suas propostas, caso venha a ser primeiro-ministro, criar um programa de reabilitação urbana, financiado com fundos comunitários, tendo por objetivo recuperar edifícios das principais zonas do país.

"Isso traria atividade para as empresas de construção civil e teria uma prioridade: eficiência energética. Isto é, poupar energia. Tal significa que as pessoas reabilitariam os seus prédios, haveria um ganho para elas, para as famílias, para as empresas. Simultaneamente, poupariam energia e seria um ganho também para o país. Tal parece-me uma questão fundamental", concluiu António José Seguro.

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