Seguro propõe alternativa a fecho de tribunais

O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu este sábado a manutenção de todos os tribunais em risco de fechar, propondo que sejam os magistrados a deslocarem-se para realizar os julgamentos.

"A proposta que faço é muito simples: é serem os magistrados a deslocarem-se aos locais, quando é necessário fazer os julgamentos", declarou o líder nacional do PS em Seia, Guarda, onde iniciou o segundo dia do Roteiro do Interior.

O novo mapa judiciário, proposto pelo Governo, prevê encerrar 47 tribunais por todo o País, sendo quatro no distrito da Guarda, em Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres e Sabugal.

Para António José Seguro, "a justiça tem que ser um bem a que todos os portugueses devem aceder e devem aceder independentemente dos seus recursos, dos seus rendimentos".

"Ora, se vamos pôr a justiça do país mais longe, mais distante das populações, isso significa que mais gente fica com dificuldades de acesso a esses tribunais", acrescentou.

Em sua opinião, em vez de o Governo encerrar tribunais e "obrigar as pessoas a deslocarem-se às centenas e aos milhares" para concelhos vizinhos, originando "custos e mais dificuldade no aceso à justiça", propõe que sejam mantidos "níveis mínimos de funcionamento em todos os tribunais atualmente existentes".

Nessa circunstância, sugere que sejam "os magistrados a deslocarem-se para fazerem as sessões de julgamento quando for necessário".

Referiu que a proposta lhe parece "uma coisa muito simples", embora desconheça se teria consenso entre a classe dos magistrados.

Disse ter a certeza que a ser aplicada, "mantém os serviços abertos, reduz despesa" porque não é necessário ter tantos funcionários, e "não se sobrecarregam os portugueses com mais sacrifícios, para além daqueles que neste momento já estão a fazer".

O segundo dia do Roteiro do Interior começou em Seia, seguindo-se Linhares da Beira (Celorico da Beira), Guarda, Manteigas e Sabugal.

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